Anvisa afirma que soroterapia não tem comprovação científica para pessoas saudáveis

Agência afirma que não há comprovação científica dos benefícios divulgados nas redes sociais e alerta para riscos relacionados à aplicação intravenosa em pessoas saudáveis.

Sede da Anvisa, em Brasília | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou que a soroterapia, procedimento que ganhou popularidade nas redes sociais com promessas de aumentar a disposição, fortalecer a imunidade, promover rejuvenescimento e realizar um suposto efeito “detox”, não possui comprovação científica para esses benefícios em pessoas saudáveis.

Segundo a agência, a administração intravenosa de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias deve ser indicada apenas em situações clínicas específicas e sob acompanhamento de um profissional de saúde habilitado.

A soroterapia consiste na aplicação de substâncias diretamente na corrente sanguínea por meio da veia. Embora seja utilizada em tratamentos médicos específicos, o procedimento passou a ser amplamente divulgado como uma alternativa para melhorar o bem-estar e prevenir doenças, sem respaldo científico para essas alegações.

De acordo com a Anvisa, o uso da técnica é recomendado apenas em casos como desidratação, internações hospitalares, dificuldades de alimentação ou quando há deficiência nutricional comprovada. Para pessoas saudáveis, não existem evidências científicas que demonstrem benefícios relacionados ao aumento da imunidade, melhora da disposição ou rejuvenescimento.

Além da falta de comprovação dos efeitos prometidos, a agência destaca que a aplicação intravenosa pode oferecer riscos à saúde, incluindo infecções, reações alérgicas e outras complicações decorrentes do procedimento.

Diante desse cenário, a orientação da Anvisa é que a soroterapia seja realizada somente quando houver indicação clínica e prescrição de um profissional qualificado, evitando o uso indiscriminado da técnica para fins estéticos ou de bem-estar.