Alunos de escola particular em Porto Alegre ofendem nordestinos e debocham de quem ganha auxílio emergencial

Ganhou as redes desta sexta-feira (30) um  vídeo em que estudante do Colégio Israelita Brasileiro, de Porto Alegre, emitem opiniões de cunho preconceituoso e discriminatório, após resultados das eleições onde Lula (PT) foi vitorioso.

Originalmente transmitido ao vivo no perfil do TikTok de uma das alunas, o vídeo circulou por outras plataformas de redes sociais, gerando várias críticas. O tamanho da repercussão fez com que o perfil de uma das estudante fosse apagado e que o Colégio onde estudam, emitisse nota.

Nas imagens, uma adolescente ao lado da usuária do perfil, rebate um espectador que diz que o atual governo trabalha para os patrões. “E quem paga os trabalhadores? Não é o patrão?”, questiona. “Exato. Ele gera emprego. Ele dá para vocês empregos para vocês terem oportunidade de ser a gente”, responde a estudante que segura o celular. Os jovens também ridicularizam o valor do Auxílio Brasil, de R$ 600. Uma das jovens afirma que com o valor, seria possível comprar um sorvete e um papel higiênico folha dupla.

O Colégio Israelita Brasileiro por sua vez, afirmou que já identificou os alunos envolvidos e e emitiu nota de repúdio às manifestações com teor discriminatório e preconceituoso dos alunos, solidarizando-se com quem se sentiu ofendido.

“Estas ações em nada refletem nossos princípios filosóficos e nossa prática pedagógica. Nenhuma escola é uma ilha. Estamos inseridos em uma sociedade que se encontra em parte contaminada por dinâmicas disfuncionais. Mas vamos agir”, diz trecho da nota.

Conforme a instituição, na próxima segunda-feira (07), uma reunião entre mantenedores da instituição e corpo docente vai deliberar sobre sanções aos estudantes. Nas redes sociais, usuários cobram a expulsão dos jovens.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul abriu uma investigação para apurar casos de manifestações discriminatórias e discurso de ódio.

A Promotoria Regional de Educação da Capital requisitou às escolas a identificação formal dos alunos envolvidos e quais medidas estão sendo tomadas.

O Ministério Público reforça que atitudes assim podem refletir posturas familiares. Por isso, vai convocar uma reunião com as escolas envolvidas nos episódios.

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