O vereador Carlos Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, declarou nesta sexta-feira (21) durante um evento do Partido Liberal em Brasília que o Brasil já não é mais uma democracia. Ele se emocionou ao recordar sua entrada na política, aos 17 anos, incentivado por seu pai, Jair Bolsonaro (PL).

A declaração veio após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Jair Bolsonaro por liderar um grupo, incluindo militares, com o objetivo de se manter no poder e barrar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Vivemos um momento delicado no país. Acredito que a gente não vive mais em uma democracia e tem que se adaptar aos novos tempos. Mas jamais vamos nos calar”, afirmou o parlamentar.
Em outro momento, enquanto recordava as orientações de seu pai quando concorreu ao Legislativo municipal contra a própria mãe, Rogéria Bolsonaro, Carlos se emocionou.
“O momento que a gente vive é delicado e covarde. Não desejo isso para ninguém na vida. Nem para uma pessoa que às vezes tem uma posição política ideológica diferente e deseja o que está acontecendo com meu pai e sua família. É desumano”, afirmou o vereador.
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, o acusou, em delação premiada, de ser um dos principais articuladores de uma tentativa de golpe de estado, e revelou que Bolsonaro teria solicitado a alteração de um documento que inicialmente incluía a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Posteriormente, os nomes de Mendes e Pacheco foram retirados da lista.
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