‘Mantive meu silêncio para não expor mais uma mulher’, diz Débora Nascimento

A atriz Débora Nascimento decidiu se manifestar publicamente pela primeira vez, após conturbada separação com José Loreto, em post no Instagram neste domingo (10). A despeito do discurso adotado por Marina Ruy Barbosa, Débora, que já havia postado uma foto com uma coleção de livros feministas, manteve o tom na carta aberta.”Nenhuma mulher merece se sentir oprimida”, reivindica.

Com espírito de “sororidade”, a atriz admitiu que permaneceu em silêncio durante este período para não expor “mais uma mulher”:”

Mantive meu silêncio justamente para não expôr mais uma mulher – exercitando minha empatia e sororidade, que é verdadeira e não oportuna”, escreveu Débora, que diz ter “consciência” de que “ninguém agiu sozinho”. “Devemos sempre pensar na fragilidade alheia”.

A ex de José Loreto fala do sofrimento causado pela exposição nas redes sociais, que cria uma “quarta verdade”. A atriz reforça que sempre optou pela “discrição” acerca da sua vida pessoal ao longo da carreira, mas acabou “refém” de uma situação que não escolheu.”Eu que sempre optei pela discrição em minha vida pública, sofri uma exposição e fui refém de uma situação que não escolhi”, afirma.

Depois de uma série de notícias com especulações a respeito de quem seria a “amante” de Loreto, como Marina Ruy Barbosa e Carolina Dieckman, Débora promete que “nenhuma manipulação” vai tomar a sua felicidade:

“Sei que sou dona do meu corpo, valores, escolhas e silêncios. E nenhuma manipulação, julgamento injusto, narrativa artificial ou notícia mentirosa vai me impedir de ser feliz. Não aceito nada menos que ser feliz, devo isso à mim e minha filha”.

A morena recebeu o apoio de muitos artistas, como o amigo Bruno Gagliasso, marido de Gio Ewbank, que tomou partido logo que os boatos da traição de Loreto começaram a circular. Bruna Marquezine, Fafá de Belém e Pathy de Jesus também deixaram uma mensagem em apoio à atriz. A candidata derrotada a vice-presidente em 2018, Manuela D’Ávila (PCdoB) reforçou a sua admiração e escreveu:

“Dever nossa felicidade a nós mesmas é a forma de homenagear a todas que morreram antes de nós, admiro seu silêncio, sua consciência. Admiro a sua liberdade de ser quem quiser ser”.

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Nenhuma mulher merece se sentir oprimida. Diante de tantos ataques e injúrias oportunistas que venho sofrendo, meu silêncio agora me oprime, mas a verdade há de me libertar. Vamos falar de verdade? A verdade costumar ter três lados: o da pessoa que conta a sua versão, a versão do outro e finalmente o fato propriamente dito. Mas hoje temos o universo paralelo da internet e das redes sociais cheios de robôs e comentaristas da vida alheia que julgam a partir de um sistema de manipulação de imagem e narrativa. Nesse mundo virtual versões construídas crescem exponencialmente e ganham contornos maiores do que a vida real e assim é criada uma hipócrita, oportunista e artificial quarta verdade. Eu, Débora, faço questão de viver e valorizar a vida real, de acordo com meus princípios, prezando pelo bom senso e respeitando quem eu sou genuinamente: uma mulher de 33 anos, que trabalha muito, mãe de uma menina de 10 meses. Eu que sempre optei pela discrição em minha vida pública, sofri uma exposição e fui refém de uma situação que não escolhi. Tenho muita consciência do que vi e vivenciei, ninguém agiu sozinho, isso foi bem claro para mim. Mantive meu silêncio justamente para não expôr mais uma mulher – exercitando minha empatia e sororidade, que é verdadeira e não oportuna. Devemos sempre pensar na genuína fragilidade alheia. Nunca me permiti esmorecer. Pautei minhas atitudes com muita cautela, sempre priorizando proteger minha filha. Tenho ciência do meu poder feminino- o que considero um ato de resistência dentro da estrutura moralista e machista de um país onde 536 mulheres são agredidas por hora, onde as estatísticas perdem espaço para fake news. Sei que sou dona do meu corpo, valores, escolhas e silêncios. E nenhuma manipulação, julgamento injusto, narrativa artificial ou notícia mentirosa vai me impedir de ser feliz. Não aceito nada menos que ser feliz, devo isso à mim e minha filha.

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*Bahia.Ba




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