‘Em momento algum trisquei na moto’, diz Kátia Vargas, em depoimento

A médica Kátia Vargas, acusada de matar os jovens Emanuel e Emanuele Dias Gomes após uma briga de trânsito em outubro de 2013, iniciou seu depoimento no segundo dia de julgamento, e negou que tenha batido seu carro contra a moto na qual os dois estavam. “Não houve contato nenhum”, afirmou. Ela iniciou o relato afirmando que o sinal estava fechado e que ela decidiu seguir em frente, e que a moto ultrapassou seu veículo quando a sinaleira começou a abrir. Kátia diz que o piloto da moto gesticulou e que ela não entendeu o motivo e prosseguiu trafegando. O piloto teria então se colocado a sua frente e ela permanecido atrás, mas a motocicleta não acelerou. Na sequência, ela teria feito menção de ir para a direita para ultrapassar a moto, que seguiu na mesma direção. Kátia conta que então jogou o carro para a direita, acelerou e fez a ultrapassagem, perdendo controle do carro ao voltar à pista. “Dali em diante eu não lembro”, declarou. Ela afirma lembrar do carro sobre o passeio, o poste e a grade do Ondina Apart Hotel. “Em nenhum momento tive intenção de bater, triscar, arremessar o carro na moto. Em momento algum eu trisquei na moto”, reafirmou. Sobre o fato de ter acelerado o carro, Kátia alegou que não aumentou a velocidade para alcançar a moto, mas para ultrapassá-la – de acordo com seu relato, o carro estava andando “devagarzinho”. Às perguntas da juíza, ela negou ter arremessado o carro no fundo da moto e que a moto tenha ficado entre o carro e o poste. “Em momento algum tive a menor intenção de causar um acidente naquele dia. Nunca bati naquela moto. Eu ultrapassei a moto completamente”.  Após sua fala, o MP apontou que Kátia declarou ultrapassou pela direita em oitiva ao juiz e que nesta quarta ela declarou ter ultrapassado pela esquerda. Como anunciado no início da sessão, ela se recusou a responder.  A Promotoria fez outras perguntas, como a que velocidade ela trafegava na Avenida Oceânica, mas nenhuma das questões foi respondida. O MP lembrou também que, em entrevista ao jornal Correio, ela disse que pediria perdão a mãe. “Mas hoje ela disse que sequer triscou na moto. Então ela pediria perdão pelo que?”. Outra questão levantada pela promotoria foi o relato da médica ao passar por exame de lesões corporais – ela disse sofreu um acidente após se envolver em discussão no trânsito com duas pessoas em uma motocicleta. ”Isso é o que a senhora disse. A senhora mentiu ao perito? Porque disse que houve, logo depois que foi examinada?”.

*BN




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