Acusado de estupro, estudante de Medicina da USP vai colar grau após suspensão

Acusado de estupro, estudante de Medicina da USP vai colar grau após suspensão

Foto: Reprodução / Facebook
Suspenso por um ano e meio após ser acusado pelo Ministério Público de dopar e estuprar estudantes, o aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Daniel Tarciso da Silva Cardoso, 34 anos, vai se formar. Segundo informações do portal Brasilpost, ele já cumpriu todos os créditos exigidos para a graduação, mas não podia colar grau por estar suspenso. Cardoso foi o único aluno a sofrer punição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Trotes, realizada entre dezembro de 2014 e março de 2015 para apurar casos de violações de direitos humanos em instituições de ensino paulistas. Cardoso é acusado de estuprar ao menos três estudantes – um dos casos se transformou em processo, cujo trâmite ocorre em segredo de Justiça. De acordo com a denúncia, a vítima, uma estudante de enfermagem, perdeu os sentidos durante a MedPholia, tradicional evento promovido por estudantes de medicina, após tomar um drinque oferecido por ele. O caso aconteceu em 2012. Ela foi levada para um alojamento de alunos, a Casa do Estudante, onde foi estuprada. A estudante relatou em depoimento que acordou com Cardoso em cima dela, gritou muito, mas não conseguiu escapar, porque foi imobilizada com golpes de judô. Além das acusações de estupro, Cardoso matou um homem a durante o carnaval em 2004. O estudante, que foi policial militar entre 2004 e 2006, afirma que a briga começou porque a vítima se insinuou para ele. Ele acabou processado pela Justiça comum, porque o assassinato aconteceu em horário de folga. O estudante de medicina e ex-PM (ele pediu exoneração em 2008) foi condenado a um ano de reclusão. Após recurso, o Tribunal de Justiça decidiu extinguir a pena, em agosto de 2012.

*BN