Caso Adriano: após confessar que fez o disparo, Adriene não será indiciada, diz delegado

A estudante Adriene Pinto, que confessou no início da noite de quarta-feira (28) a autoria do disparo que atingiu o próprio dedo da mão esquerda, dentro do carro do jogador Adriano, na madrugada do último sábado (24), não deverá ser indiciada por denunciação caluniosa. De acordo com Fernando Reis, titular da Delegacia da Barra (16º DP), o fato de ter confessado a autoria do disparo elimina a possibilidade de Adriene ser indiciada pelo incidente. – Temos um fato que se chama arrependimento eficaz. A lei quer que digam a verdade. Se puníssemos após uma confissão como essa, seria contra-censo. Ela ter confessado desconstitui a denunciação caluniosa, caso seja provado que essa versão é mesmo a verdadeira. Para o advogado Leonardo Couto, a avaliação do delegado está precisa.- O que ele falou está perfeito, a lei quer que digam a verdade. Nesse caso, como o disparo acidental foi feito contra ela mesma, não há crime. Apesar da confissão, a polícia não trata o caso como concluído. Segundo Reis, é necessário comprovar a veracidade da nova versão apresentada por Adriene. – A confissão dela não significa que estamos convencidos. Realmente é coerente com a perícia, que concluiu que o tiro partiu de baixo para cima, e também com o depoimento dos outros envolvidos. Isso dá credibilidade à confissão. Mas a investigação ainda não está em processo de conclusão. O delegado afirmou ainda que não há dúvidas de que Adriano estava no banco da frente do carro, ao contrário do que Adriene havia contado em seu primeiro depoimento. – Estamos convencidos de que ele estava na frente. Mas não significa que elimine a chance de ele ter disparado. Com isso, sobram duas possibilidades: ele poderia ter passado a arma para ela e disparado acidentalmente ou então teria pego a arma embaixo do banco e atirado contra a própria mão sem querer, como a própria Adriene contou em sua nova versão. (R7)