O professor Cândido da Cruz de Jesus, bacharel em Direito, Filosofia e Teologia, licenciado em Filosofia, Mestre e Doutor em Ciências da Educação, esteve no Andaiá Urgente desta quarta-feira (11), discutindo a questão do bullying nas escolas brasileiras. Ele comentou que embora o termo bullying seja muito utilizado, em sua tese, já utiliza o termo conduta de violência no cotidiano da escola pública brasileira. Ele afirmou que a conduta de violência consiste em um ato intencional e repetitivo de um indivÃduo ou um grupo contra outro. Ele ressalta que antigamente a questão dos apelidos eram feitos de maneira espontânea, sem a intenção de agredir, apenas como uma brincadeira inocente entre crianças e adolescentes, porém atualmente estas âbrincadeirasâ passaram a ter um cunho agressivo e depreciativo. Quando isso passa a ser intencional e repetitivo, causando mágoa e dor ao indivÃduo, será considerada conduta de violência. O professor afirmou que os pais devem estar observando o comportamento dos filhos em relação à escola, e se os filhos passarem a investigar ou indagar sobre a vida escolar na época dos pais, é importante conversar com ele, para saber se está acontecendo algo estranho na escola dele. Segundo o professor Cândido, há alguns percalços a serem enfrentados pela lei anti-bullying, pois o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que o menor não deve ser tratado como criminoso, havendo a necessidade de rever a lei de punição aos agressores, pois a conduta violenta não deve ser impune, dado que o agressor se sente dono da situação e a vÃtima se sente injustiçada, podendo vir a ter um reflexo desta violência mais tarde. Sobre a incidência destas ações em pessoas adultas, no setor de trabalho, por exemplo, trata-se de Assédio Moral, não é bulliyng, pois este aplica-se apenas ao contexto infanto-juvenil. O professor Dr. Cândido ressaltou que muitas vezes a famÃlia tem deixado a responsabilidade das crianças e adolescentes apenas para a escola, sendo que o processo educacional deve ser uma parceria entre ambas, para que haja um ambiente seguro e promissor para os alunos. à necessário haver uma integração entre famÃlia e escola, buscando sempre observar o comportamento dos indivÃduos, tanto vÃtimas como agressores, para que juntos possam solucionar este problema tão corriqueiro nas escolas brasileiras.



