O urologista Jackson Fernandes esteve no Levante a Voz desta sexta-feira (27) esclarecendo dúvidas acerca do câncer de testÃculo, que segundo o médico não tem uma grande incidência, mas a quem ele acomete, chama atenção. No mundo acontece cerca de 8.000 mortes por causa do câncer de testÃculo, sendo mais frequente o aparecimento em homens de 15 a 32 anos de idade, acometendo um maior número de pacientes na época da puberdade, daà a importância de se estar alerta para ela. Este número está ligado aos fatores de risco acontecidos na adolescência, o que acaba afetando a vida do jovem, pois no momento de namoros, de descoberta da sexualidade, perder um dos testÃculos não é fácil. Os fatores de risco são:
 Os meninos que nascem com o testÃculo fora da bolsa escrotal, tem 25% de chances de desenvolver a doença;
Meninos que sofreram de papeira (caxumba) que desceu, como se fala popularmente, causando inflamações na região peniana, pois a papeira atrofia o testÃculo, dando 6 vezes mais risco de aparecimento do câncer;
Crianças que as mães precisaram utilizar progesterona para segurar a gravidez;
Meninos que tem ginecomastia, como nos casos em que o peito cresce como o feminino;
Estas caracterÃsticas já vem da infância, por isso a incidência maior na adolescência, podendo ocorrer também com recém-nascidos, em um número bem menor. O médico afirmou que na maioria das vezes os pacientes chegam ao consultório afirmando que perceberam um caroço na região depois de algum trauma, como uma bolada, por exemplo, mas a verdadeira causa do câncer se deve em sua maioria a estes fatores citados acima. Como a maioria dos tumores, o nódulo do testÃculo é indolor, por isso é importante que os homens façam um exame no saco escrotal, apalpando para perceber se há algo diferente no local. Os adolescentes principalmente devem fazer este exame, observando possÃveis caroços ou anomalias na região. O câncer de testÃculo é altamente curável, caso seja identificado o tumor, são feitos vários exames para perceber se o tumor não afetou o abdômen, para então remover o testÃculo e o paciente passa por radioterapia ou quimioterapia, a depender da gravidade do problema. A cirurgia é feita pelo abdômen, pois se fizer a abertura do saco escrotal pode ocorrer a disseminação da doença pelo corpo. No caso de um paciente em idade reprodutiva, é importante frisar que a radioterapia fará a diminuição do número dos espermatozóides temporariamente, neste caso, colhe-se o espermatozóide, armazena para ser inseminado artificialmente, caso ele não queira esperar o tempo de normalização do número de espermatozóides, que dura cerca de dois anos. A doença tem uma incidência pequena, em relação aos outros tipos de tumores que aparecem no homem, uma média 0,5% é no testÃculo e 0,8% destes acomete os dois lados, sendo rarÃssimo o aparecimento em nÃvel mundial. O recomendado é que os homens façam o auto-exame dos testÃculos, observando a aparição de alguma coisa anormal, e, se encontrar, deve procurar o urologista o quanto antes, para identificar o caso e tratar a doença com cirurgia e os procedimentos necessários.



