O programa humorístico “Casseta & Planeta”, que voltou foi ao ar na noite desta última sexta-feira (29.03) com o nome de Casseta & Planeta Vai Fundo, registrou baixos índices de audiência na Globo. O retorno do humorístico teve apenas 15 pontos de média e teve uma folga pequena sobre a Record, que conquistou 11,5 pontos no mesmo horário. O SBT ficou em terceiro lugar, com 5 pontos. Esses índices são prévios e são baseados na preferência de um grupo de telespectadores da Grande São Paulo. Dados consolidados podem variar para mais ou para menos. Muito mais que os índices de audiência verificados, salta aos olhos os comentários da crítica especializada sobre a programa. Os menos ácidos, falam do continuísmo e da falta de criatividade da redação do programa. As piadas prontas já não funcionam como antigamente e aquelas entrevistas nas ruas onde os transeuntes são, em muitas ocasiões, ridicularizados, já não tem o mesmo apelo e nem a mesma aceitação do público. Nossas televisões estão carentes de criatividade nos programas de humor, que sofreram duro e irreversível golpe com o recente falecimento do mestre dos mestres, Chico Anysio. Ficar na frente da TV, em um dia de sábado à noite vendo o intragável Zorra Total é dose para leão. Sem criatividade, com chavões que não são absorvidos pelo publico, sem um personagem que ancore o programa, assistir o Zorra Total tornou-se algo intragável. Para se ter uma ideia, a personagem de maior sucesso do programa, é uma caricata figura que fala a todo instante “ah como eu to bandida…” muito pouco para uma atração que consegue se manter no ar por mais de uma década, mesmo com baixos índices de audiência. A esperança de um bom humorista surgiu há cerca de uma década na pessoa de Tom Cavalcante, mas o seu ego algo inflado o impediu de galgar novos patamares. Depois de fazer sucesso no extinto programa Sai de Baixo, ganhou um espaço próprio na Record, com varias horas à disposição, mas não obteve o desempenho esperado e hoje se mantêm na faixa intermediaria do humor, porém sem mostrar nada de novo, algo que realmente dê uma guinada neste tipo de atração. Com tanta falta de imaginação, um nome ainda está no ar depois de quase meio século de carreira e é presença obrigatória na grade de atrações da Globo por volta do meio-dia de domingo: Renato Aragão. Já morreram Zacarias e Mussum, Dedé Santana saiu e voltou, inúmeros outros atores surgiram e se foram, mas o velho Didi, já septuagenário, está firme e forte com seu jeito moleque, mantendo os preciosos pontos do Ibope para a Venus Platinada. O que será do humor nacional quando os grandes nomes do gênero “se mudarem por andar de cima”? Chico já foi e antes dele, uma legião de nomes menos famosos que faziam com ele a Escolinha do Professor Raimundo, que também já não estão entre nós. Renato Aragão e Jô Soares já passaram dos 60 assim como Lucio Mauro, Paulo Silvino… Há um dito popular que afirma “rir é o melhor remédio”, mas com esta safra que temos, vamos ter que plagiar o Geraldo Magela, o deficiente visual da mesma Escolinha do Professor Raimundo: “…é muito difícil…” www.artecultural.blog.br



