Equipe Atarde mostra que é melhor para o soteropolitano ir para Ilha pela 324 do que de ferry

No primeiro feriadão desde o afastamento da TWB do sistema ferryboat, os motoristas que viajaram para a Ilha de Itaparica (Grande Salvador), nesta sexta, 12, enfrentaram cerca de seis horas entre o embarque e a travessia da Baía de Todos-os-Santos. O tempo foi superado em duas horas por A TARDE, que seguiu rumo ao mesmo destino, em viagem pelo continente. No caminho, passamos por cinco cidades do Recôncavo Baiano, em meio a congestionamentos, pistas sinuosas e esburacadas, num trajeto de  quatro horas.

O percurso da viagem, desde o início da BR-324 até o Terminal de Bom Despacho, foi de 231 km. Com o ar-condicionado ligado, o veículo consumiu meio tanque de combustível. Mais R$ 1,70 foi gasto para pagar o único pedágio do caminho, após a cidade de Simões Filho.

Somente as embarcações Ivete Sangalo e Maria Bethânia fizeram o transporte de veículos, nesta sexta, no esquema de bate-volta. Por isso, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agerba), atual interventora do ferry, orientou aos motoristas que viajassem pelo continente.

Para complementar o transporte dos pedestres, a Agerba colocou à disposição dos usuários duas lanchas, até às 19h. Com capacidade para 300 e 280 passageiros, a embarcações faziam a travessia entre Salvador e a ilha em 50 minutos.

Desafio – Na manhã desta sexta, a equipe de A TARDE desafiou os motoristas Sandro Sanper, 29, e Marcos de Jesus, 32, últimos da fila de carros, para ver quem chegava primeiro ao destino. Por volta das 9h, os dois se encontravam na altura da Feira de São Joaquim. Nós seguimos viagem por terra.

De férias, na companhia da noiva Laís Veloso, de 22 anos, o analista de marketing Sandro não estava “com muita pressa”. “Com esse tempo ruim e o aumento do movimento na estrada, é melhor esperar do que arriscar a possibilidade de acidentes”, acautelou-se.

O eletricista Marcos, acompanhado da mulher Eliana Souza, 28, e da filha Tamires Bispo, 7 anos, iria visitar amigos na ilha, com o retorno previsto para este sábado. “Vamos voltar no sábado mesmo porque a viagem de volta é mais tranquila”, despediu-se.

A viagem – Sob os cuidados do motorista Marcelo de Andrade, 47, iniciamos a jornada rumo à ilha às 9h22, depois de cruzar a Avenida Bonocô e entrar na BR-324. O movimento na estrada estava tranquilo até o congestionamento antes de Santo Amaro, já na BR-420.

De lá, até as cidades históricas de Cachoeira e São Félix, o motorista precisa redobrar a atenção nas pistas íngremes e sinuosas, o que significa reduzir a velocidade. A 70 km/h, há tempo de apreciar os antigos casarões, serras e pastos verdes.

Depois de cruzar São Félix, às margens do Rio Paraguaçu, cuidado com os enormes buracos nas pistas entre Maragogipe (BA-500) e São Roque do Paraguaçu (BR-242).

Na BA-001, que corta a ilha, o asfalto está conservado e a pista sinalizada. Por volta das 13h30, A TARDE chegou ao Terminal de Bom Despacho.

Por telefone, Marcos contou que ainda estava no pátio de veículos. “Tenho fé que vou agora”, disse, antes da viagem, às 14h10, no ferry Maria Bethânia. Por volta das 15h, Marcos e Sandro, enfim, chegavam à ilha. “Antes tivesse vindo pela estrada”, reagiu Sandro, ao reencontrar a equipe de A TARDE na ilha.