Agonia do Ferry-boat: CORREIO avalia o estado das embarcações

É a ordem natural da vida: nascer, crescer, brilhar, decair, envelhecer e morrer.  Atire a primeira pedra o jovem que nunca teve medo da velhice, quando viu as marcas do tempo dominando a aparência de uma avó. Esse sentimento de  desespero provavelmente é o que toma conta de Ivete Sangalo quando tem um vislumbre de seu futuro: Gal Costa.Antes que alguém pense que é sobre as duas divas baianas, é bom ter calma. Quem precisa se preocupar é o ferry Ivete Sangalo, o mais novo da frota de sete embarcações do sistema.

Ontem, um dia depois de todo o sistema de travessia ter parado, por não ter nenhuma embarcação disponível, o CORREIO percorreu de manhã a Baía de Todos os Santos em busca dos ferries parados. Dois deles (Agenor Gordilho e Juracy Magalhães) foram encontrados na Base Naval de Aratu, enquanto o Maria Bethânia e o Ivete Sangalo nos terminais de Bom Despacho e São Joaquim, respectivamente. O Pinheiro foi visto no meio da baía, por volta de meio-dia. Enquanto isso, só o Rio Paraguaçu e o Anna Nery faziam a travessia ? pelo menos até o fechamento da edição, às 22h. Apesar de ser a mais jovem, parada em São Joaquim, a embarcação Ivete Sangalo já não era a mesma de agosto de 2008, quando foi inaugurada. Embora alguns funcionários trabalhassem para mantê-lo em ordem, o ferry tinha aparência já desgastada. Segundo Eduardo Pessôa, o problema foi uma bomba de lubrificação que queimou. ?Como ele está na garantia, a bomba foi trocada?. O diretor geral afirmou que pretende colocar o ferry para navegar já na semana que vem.Já o Maria Bethânia deve ser liberado segunda ou terça-feira. ?Trocamos dois motores e o eixo?, diz. Ele está sendo mantido no terminal de Bom Despacho porque, ainda segundo Pessôa, o preço do aluguel da Base Naval de Aratu é muito alto. O diretor da Agerba, porém, não soube informar o valor para manter a embarcação no local. (Correio)