Na Bahia não existe uma legislação de prevenção a incêndio, diz capitão do Corpo de Bombeiros

 Após  tragédia que ocorreu em uma boate em Santa Maria no Rio Grande do Sul, onde a morte de 333 jovens já foram confirmadas, os gestores municipais, estaduais e federais tem mostrado maior interesse em fazer a fiscalização nesses espaços.

O capitão do corpo de Bombeiro de Santo Antonio de Jesus, o capitão Emanuel Sacramento, em entrevista ao repórter Tino Alves da RBR, falou sobre as normas e cuidados que são necessários nessas casas de eventos.

O comandante informou que na Bahia não existe uma legislação de prevenção a incêndio, e isso prejudica as ações preventivas do Corpo de Bombeiros. Devido a isso, ?hoje nós não temos obrigação de certificar as retificações. Elas surgem, mas ficam as margens das sugestões preventivas dos bombeiros. Isso nos preocupa, pois não temos condições de dá um parecer das retificações do estado?, esclareceu.

 Segundo o entrevistado, a maior preocupação com o incêndio não é apenas o fogo, mas a fumaça também, pois tem sido a grande vilã das mortes , pois se não houver formas da fumaça sair, a situação é mais complicada.

?Quando se tem show em boates há uma preocupação muito grande com a estrutura, porém a segurança contra o pânico anda em caminho inversa. Então, tem que buscar o equilíbrio para que haja a segurança patrimonial como a segurança do pânico. Existe uma proporcionalidade entre a quantidade de pessoas e a largura da porta. Cada porta de 80 cm libera 60 pessoas a cada dez minutos. Há como fazer uma conta para ver se a largura daquele estabelecimento está compatível para uma evacuação caso aconteça incêndio?, explicou.

Quando questionado sobre a situação dos estabelecimentos na Bahia, ele reexplicou que  não existe uma lei que seja necessária a autorização  do Corpo de Bombeiros para uma casa comercial funcionar .

 

Blog do Valente- Nadia Santos