Sem condições de viver do cultivo da terra, 339 mil famílias recebem o benefício Outras 126 mil estão cadastradas como pobres, com direito a ajuda do governo. No total, 49% têm propriedades no campo, mas não conseguem produzir Dados do próprio governo mostram que 339 mil famílias assentadas pelo Incra (36% do total) vivem em situação de miséria e só sobrevivem às custas do Bolsa Família, revela Cleide Carvalho. Mais 126 mil, também na pobreza, têm direito a outros benefícios, segundo o Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento Social. Ou seja, 466 mil famílias que receberam terras não conseguem tirar delas seu sustento, o que, para especialistas, demonstra que o modelo de reforma agrária deve ser repensado. (O Globo)
Nossa opinião:
Na reforma agrária ideal, desapropria-se terras improdutivas para entrega-las a quem quer produzir. Com esse discurso diz-se que a reforma agrária traz progresso para o Brasil. Mas já ouvimos denuncias de que algumas dessas terras são vendidas ou continuam improdutivas. Não podemos generalizar. Mas é necessário criar uma comissão que fiscalize como estão as terras depois do assentamento. Ao invés de Bolsa Família, estas pessoas precisem de incentivos agrícolas.




