Um protesto que começou nesta quinta-feira, por volta das 10h, perto da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, reunindo cerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar, provocou o fechamento da Avenida Rio Branco e, num efeito cascata, deu um nó no trânsito no Centro da cidade. O transtorno vivido pela população fez com que uma pergunta ficasse no ar: como equilibrar o direito constitucional de ir e vir e o de se manifestar? Especialistas nas áreas de Direito Constitucional e Penal, e um antropólogo, ressaltam que ambos têm o mesmo peso e que tanto o poder público como os manifestantes precisam encontrar um ponto de equilíbrio, a fim de evitar prejuízos à população.
Nossa opinião
Aquela história, algo em torno de 200 manifestantes. Tudo bem a polícia pode ter diminuído, pois pode ter sido mais gente, mas dos 200, 10 ou 20 são capazes de atrapalhar a vida de todos que simplesmente querem voltar para casa depois de um duro dia de trabalho. Esta discussão tem de valer a pena , pois tem uma turma de desocupados que acharam uma ocupação: fazer manifestação. Estão reivindicando o que? Nem eles sabem. Levantam bandeira da PEC 37, mas muitas vezes nem sabem o que é a PEC 37. Alguns deles têm seus motivos, suas razões e lógicas inteligentes, mas boa parte está indo pela simples falta do que fazer. Um exemplo, o que as pessoas que estão indo para o Rio de Janeiro têm haver com a cassação do prefeito de Laje? Hora, quer protestar, vai para frente do TRE. Agora tudo é motivo de parar a vida dos outros. E o direito de ir e vir? E a democracia?



