Nem mesmo a atuação do Banco Central (BC), que injetou US$ 3,05 bilhões no mercado futuro nos últimos dois dias ? sem incluir a rolagem de US$ 989 milhões em contratos ? evitou que a moeda americana encerrasse a semana próxima de R$ 2,40, no maior patamar desde 3 de março de 2009. O dólar fechou os negócios cotado a R$ 2,396, com alta de 2,44%, a maior escalada diária desde setembro de 2011.
A queda de braço entre a autoridade monetária e o mercado, no entanto, parece estar longe do fim. Após o encerramento do pregão, o BC anunciou novo leilão de até 20 mil contratos na próxima segunda-feira. Com a disparada de 5,36% na semana e a proximidade do patamar de R$ 2,40, aumentaram as incertezas sobre o rumo do dólar até o fim do ano e seu impacto sobre a inflação, que acumula alta de 6,27% nos 12 meses até julho, patamar próximo do teto da meta fixada pelo governo.
Nossa opinião
Quando estavam falando do preço do tomate, ele era referência apenas, porque os outros alimentos também o estava acompanhando. O argumento dos economistas era de que os eletrodomésticos não estavam sofrendo com a alta, justamente porque não teve alta do dólar. Nossa preocupação agora é que com esta alta do dólar vai refletir em produtos importados como são os produtos eletrônicos que compramos para nossas residências. Por isso, que vem mais uma vez este susto que é o dragão da inflação, que quando deu uma recuada, a popularidade da presidente Dilma melhorou. A reeleição da presidente vai depender dos índices da economia, principalmente o controle da inflação.



