Ainda na luta por melhores condições de trabalho, os servidopres da Ebda organizam uma manifestação no Campo do Governo, em Santo Antônio de Jesus, a partir das 9h, nesta quinta-feira (7). Segundo Geraldo Lago, delegado sindical do Sintagri, o objetivo é divulgar a luta dos técnicos, agrônomos e servidores do órgão. Geraldo Lago informou que a decisão partiu após assembleia realizada no último dia 31 de outubro na sede da Gerência Regional,de Cruz das Almas. ” Fizemos uma profunda reflexão das condições de trabalho a que estamos submetidos e optamos pela manifestação, mais uma vez”, disse.
De acordo com o sindicalista, a radiografia de uma instituição com 22 anos, criada em 1991, cuja missão é de “Contribuir para a promoção do desenvolvimento rural sustentável, centrado na expansão e fortalecimento da agricultura familiar viabilizando as condições necessárias para o pleno exercÃcio da cidadania e a melhoria da qualidade de vida dos (as) agricultores (as)” é deficiente. “Em 1983, a extinta EMATER possuÃa 211 escritórios municipais, que prestava ATER de maneira continua e satisfatória para os agricultores do Estado da Bahia, atualmente à EBDA tem apenas 138 escritórios em condições precárias de funcionamento, 338 cargos comissionados, onde apenas 60 são do quadro funcional e os outros são indicações polÃticas”, salientou Lago.
O sindicalista elencou as carências do órgão, como agricultores familiares com assistência técnica deficiente; técnicos desestimulados pela degradação da Instituição e desvalorização dos profissionais; passivos trabalhistas com processos julgados pela justiça e favorável aos trabalhadores, impedindo a EBDA de movimentar recursos financeiros; falta de concurso público, sendo mais de 2/3 do quadro funcional da empresa oriundos de contratos temporários (REDA, Chamadas públicas etc.); frota de veÃculos sucateada sem condições de uso e sem manutenção, pois não temos oficinas contratadas para prestação dos serviços etc., além de IPVA atrasado; computadores e impressoras em número insuficientes, defasados e na sua grande maioria sucateados; escritórios com aluguéis, água, energia, internet, telefone, entre outros, com pagamentos em atrasos e serviços suspensos; reestruturação da Empresa: houve promessas de melhorias da instituição, por parte do Governo do Estado que até o momento não foram concretizadas, pelo contrário, estão negando as condições de trabalho.
Cristina Pita



