O programa Estúdio Livre realizado pela rádio Andaiá na última quinta-feira falou sobre a situação dos flanelinhas na Praça Padre em Santo Antônio de Jesus. Para o promotor Dr. Julimar Barreto, o problema é muito complexo, ?pois muitos pensam que é melhor está ali que roubando?. No entanto, o promotor lembrou que os flanelinhas também estão cometendo um crime , porque estão extorquindo das pessoas de modo geral, que são obrigadas a pagar por um serviço inexistente. ?Eles fazem de conta que estão tomando conta de carro, mas na verdade, não sabem que são os proprietários dos carros?, afirmou.
Para solução do problema, segundo o promotor, é necessário fazer um estudo sobre a origem dessas pessoas e a divulgação dos dados, pois a população verá que havia elementos que tinham empregos e abandonaram para estar nas drogas. ?É necessário também uma campanha de conscientização para a população não dá esmolas, porque a gorjeta estimula o insucesso dos programas sociais, afirmou.
Algumas pessoas tema oportunidade de sair das ruas, mas não aceitam. O Capitão Luís Braga acredita que os flanelinhas são trabalhadores na informalidade. Segundo o Capitão, o problema será solucionado com a união de vários órgãos de defesa social, já que e muitos casos passam a ser um problema de segurança pública.
Do ponto de vista da psicopedagoga Cristina Moura, os usuários de drogas aprenderam a ser vítimas e ter conhecimento do histórico da família é de suma importância para compreender as atitudes dos adolescentes. A criação de um órgão especializado para trabalhar apenas com pessoas envolvidas em drogas e trabalham como flanelinhas é a ideia da psicopedagoga . A coordenadora do Cras em Santo Antônio de Jesus, Zoraide Muniz, acredita que em alguns casos , a recuperação é possível.



