
Com a pandemia do novo coronavírus e as necessárias medidas de isolamento social e confinamento domiciliar, crianças e adolescentes estão sob risco ainda maior de sofrer violência física, sexual e psicológica. Quando já acontece violência doméstica, as vulnerabilidades aumentam drasticamente, foi o que revelou o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) em Santo Antônio de Jesus.
De acordo Uelinton Rocha, que concedeu entrevista ao repórter Antônio Carlos da Andaiá 97.1, tensões acumuladas com temores sobre a pandemia, a intensa convivência familiar podem ser geradoras ou agravantes de conflitos e violências em muitos lares.
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“Nesse momento de pandemia nossas crianças estão passando muito tempo em casa e longe das escolas. Sabemos que o ambiente escolar oferece acolhimento e proteção contra abusos e violência familiar”, fala.
Ainda de acordo Rocha, a reclusão de crianças em casa, devido ao isolamento social, tem feito com que estes menores convivam em um tempo maior com pais alcoólatras e violentos.
“Muitas crianças hoje, estão saindo de suas casas, vivendo em situação de rua para fugir dos abusos e de pais violentos e a pandemia acentuou esse problema. Pais que passavam pouco tempo em casa estão em convívio maior e gerando uma tensão e acriança é a parte mais vulnerável da família”, revela.




