Quem circula entre o folião no percurso Barra-Ondina facilmente identifica pessoas com braços pintados e homens com um pote de tinta e pincel em punho. O trabalho de pintura corporal está garantindo o sustento de Marcus Vinicius e Isaque Cerqueira. Os dois estão desempregados e afirmam que, além de aliar o que gostam de fazer com a folia do carnaval, também podem faturar um bom retorno financeiro.Marcus explica que durante os sete dias de carnaval, o Lucro pode chegar a R$ 2 mil, mas engana-se quem pensa que o trabalho é fácil. “Eu chego no circuito a partir das 14h e só saio daqui 5h da manhã. A jornada é longa, mas vale a pena. Tenho espaço para expressar minha arte”, afirma.
Por dia, eles chegam a pintar cerca de 200 pessoas e os valores variam de R$ 3 a R$ 30, segundo Isaque. O valor da pintura vai de acordo com o tamanho da pintura e da pessoa que contrata o serviço. “Geralmente cobramos mais caro para os turistas. Se percebemos que a pessoa é mais humilde, o valor cai”, conta.Entre os foliões que aderem à pintura corporal, está o gaúcho Guilherme Guidotti, agente marítimo que mora em Salvador há oito meses e está no carnaval pela primeira vez. “Eu resolvi pintar porque mostra um pouco da cultura baiana e fica muito bonito. Para pintar uma parte do braço, Guilherme pagou R$ 5 e ficou satisfeito.Questionado sobre a origem da tinta e possíveis irritações na pele, Marcus descarta a possibilidade. “A tinta que usamos é acrílica para tela, a mesma que a Timbalada usa nas suas pinturas. Pode ter certeza que não tem problema”, explica. (G1)



