Durante os três dias de greve da Polícia Militar (PM) no estado, a Secretaria de Segurança Pública registrou 53 mortes em Salvador e Região Metropolitana. Os dados alarmantes causaram prejuízos para toda a população. Em conversa com o apresentador Mário Kertész, na manhã desta quarta-feira (23), o coronel comandante da Polícia Militar Alfredo Castro falou sobre os danos causados pela greve. “A paralisação da Polícia Militar trouxe perdas irreparáveis, tanto para a Polícia Militar quanto às pessoas. Isso causa um reflexo na sociedade e na Polícia Militar. Uma das etapas que nós podemos chegar a uma greve é a falta de diálogo. Mas até agora eu não entendo como deflagrar uma greve, pois está tendo diálogo até mesmo pós greve”, disse.
O coronel comentou a atitude de capitão Tadeu, que, após a prisão de Prisco, convocou os policiais do estado para se aquartelarem em protesto à prisão: “Da mesma forma que ele [Cap. Tadeu] pediu pra aquartelar, ele podia orientar dizendo que a prisão de Prisco foi uma prisão federal e que o estado não teve nenhum desacordo. Mas houve um ruído dizendo que o estado teria quebrado o acordo, e não foi dessa maneira”.
Questionado sobre a legalidade da greve da Polícia Militar, Castro afirmou que há contrapartidas em relação ao direito da paralisação dos militares. “É uma discussão judicial. Existe uma legislação que nega e outros dizem que não. Na minha opinião, não existe a possibilidade de greve. É um momento a ser discutido”, disse. O coronel também afirmou que, após várias rodadas de negociação, não há mais pontos a serem discutidos com os policiais: “Nós não temos hoje a preocupação de dizer que o governo fechou as portas para a negociação com a PM”. (Metro1)


