
A eventual saída da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) representaria uma perda de 22,5% nas receitas da principal entidade que representa o setor bancário brasileiro, de acordo com fontes com conhecimento no assunto.
Nesta terça-feira (31), o Febraban, representante do setor bancário nacional, pretendia emitir um manifesto com a solicitação de harmonia entre os três Poderes. As informações foram apuradas pelo Estadão, por meio de fontes ouvidas.
A decisão de desfiliação foi comunicada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente, Jair Bolsonaro. Em meio a esta discordância, o BB e a Caixa teriam encaminhado uma nota à Febraban — indicando que deixariam a entidade se o manifesto for publicado.
Há aproximadamente uma semana, a pauta tem sido discutida. Os dois bancos públicos possuem posicionamento contrário ao pedido de alinhamento do poder Executivo, Legislativo e Judiciário. No momento atual, Bolsonaro tem realizado ataques públicos contra os demais poderes.
Mesmo sem citar Bolsonaro ou Guedes, o manifesto foi entendido com uma crítica à gestão federal. Como pauta, o texto apontaria ações urgentes para que o país tenha como superar a pandemia, e gere empregos.
A ideia da desfiliação teria sido liderada pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães. O mandatário do banco possui relacionamento próximo com Bolsonaro, conforme apurado pelo Estadão, e informado pelo UOL.


