Cervejaria contrata monja budista para ser “embaixadora da moderação”

                                                                  Foto: Exame

 

Com mais de 2,7 milhões de seguidores no Instagram e outros de 500 mil livros vendidos, a Monja Coen tem a missão de ajudar a cervejaria a falar sobre “limites e autoconhecimento”. Esse é o objetivo da Ambev ao contratar Coen para dialogar sobre moderação.

Parece estranho ter a imagem de uma monja budista ligada a uma das maiores cervejarias do país. Só em 2021 a Ambev dobrou seus lucros em comparação ao ano anterior somente no período do primeiro trimestre. Esses lucros podem ser explicados pelo alto consumo de álcool durante a pandemia. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, cerca 35% das pessoas entre 30 e 39 anos estão tomando doses excessivas de álcool durante a quarentena

Em entrevista ao blog Inconsciente Coletivo, do Estadão ela explica a decisão. “Essa visão muito restrita do que seria um monge ou uma monja é uma fantasia. Um monge, uma monja, um padre, um religioso são seres humanos como todos os outros seres humanos, só que a gente vive de acordo com regras, preceitos, fazemos votos. Uma coisa é você quebrar o voto, outra coisa é você dar uma “manchadinha” nele e depois você se purifica e volta ao ponto de equilíbrio”, disse a monja.

Em nota a marca afirma que a parceria com a Monja Coen “quer estimular o consumo responsável por meio do autoconhecimento, que para nós é a chave da moderação”.

Apesar das críticas na internet a monja enxerga um proposito na sua parceira com a Ambev. “Quando me pedem para fazer propaganda de moderação, consciência e autoconhecimento, essa é a minha linha de ativismo social: conhece a ti mesmo e transforme o mundo, sendo você a transformação”, complementa Coen.

*Informações Hypeness