
As pessoas terão que se acostumar com preços mais altos dos alimentos, disse o diretor-executivo da Kraft Heinz à BBC.
Ao contrário de anos anteriores, diz ele, a inflação está “generalizada”. O custo de ingredientes como cereais e óleos elevou os preços globais dos alimentos à maior alta em dez anos, de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
A Kraft Heinz aumentou os preços de mais da metade de seus produtos nos Estados Unidos, seu principal mercado, e Patricio afirma que isso está acontecendo também em outros lugares. “Estamos aumentando os preços, quando necessário, em todo o mundo”, diz ele. Durante a pandemia, muitos países viram a produção de matérias-primas diminuir. Medidas para controlar o vírus, bem como a doença, limitaram a produção e a distribuição.
Com a retomada das economias, a oferta desses produtos não tem conseguido acompanhar a retomada da demanda, o que leva a preços mais altos, segundo o executivo. Preços de energia também aumentaram o fardo para os fabricantes. Patricio diz que essa ampla gama de fatores está contribuindo para o aumento do custo dos alimentos. “Especificamente no Reino Unido, pesa a falta de caminhoneiros. Nos Estados Unidos, os custos logísticos também aumentaram substancialmente e há escassez de mão de obra em certas áreas da economia.”
No Brasil, os alimentos acumulam alta de 12,54% em 12 meses até setembro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), acima do avanço de 10,25% da inflação em geral. Itens como óleo de soja (32%) e carnes (25%) apresentam aumentos ainda mais significativos.
Fonte: UOL


