Representantes dos trabalhadores em postos de combustíveis da Bahia e da classe patronal se reuniram na tarde de ontem (04), mas não conseguiram chegar a um acordo e a greve dos frentistas entrou hoje (05) no seu segundo dia. A categoria, inicialmente, reivindicava 14% de reajuste salarial, mas a proposta do Sindicombustíveis-Bahia, sindicato que representa as empresas, foi de 7,5%. Antes, a oferta era de 6,6%. Além disso, os patrões se disponibilizaram, também, a reajustar em 16% o benefício da alimentação. A representação dos trabalhadores, o Sinspoba, recusou e em contraproposta solicitou reajuste de 10% no piso salarial e ticket alimentação de R$ 10 por dia. Amanhã (06), uma nova reunião acontecerá, às 14h, para que novas propostas sejam apresentadas. Hoje, na capital baiana, vários postos de combustíveis continuam com atividades paralisadas, apesar de o Sinposba acusar os proprietários de estabelecimentos, de estarem obrigando os frentistas a trabalhar e enfraquecer o movimento grevista. Na tarde de ontem, a assessoria de comunicação do Sindicombustíveis-Bahia enviou nota à imprensa, se posicionou com relação à greve. Confira, abaixo, na íntegra: “O SINDICOMBUSTÍVEIS BAHIA informa que os postos revendedores cumprem com todas as obrigações trabalhistas, como vale transporte, uniformes, equipamentos de segurança e jornada de trabalho de 8 horas, assegurando-se o intervalo intrajornada de 1hora, não existindo extrapolação de jornada. Com a deflagração da greve dos frentistas, o Sinposba procura o confronto em prejuízo da sociedade, colocando-a em risco de ocorrer graves problemas pelo não abastecimento de veículos governamentais, como ambulâncias, carros do Corpo de Bombeiros e viaturas policiais. O SINDICOMBUSTÍVEIS BAHIA sempre esteve aberto ao diálogo e reafirma o seu propósito de buscar soluções favoráveis aos funcionários e revendedores através da negociação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) ou no Ministério Público do Trabalho (MPT).



