A história é bastante curiosa: em Mato Grosso do Sul, na cidade de Campo Grande, há uma festa privê destinada ao público masculino, feita exclusivamente para “héteros que curtem héteros”.
Entre eles, tudo é liberado, inclusive o sexo anal. Porém, os frequentadores não gostam de ser chamados de gays – pois afirmam que “soa afeminado” – e nem se definem como g0ys (homens que fazem de tudo com outros homens, menos sexo). “Esse negócio de macho com macho é só para sexo e nada mais. É só diversão, sem envolvimento afetivo”, justifica um dos rapazes.
Para a sexóloga Ione Almeida, casos como esse indicam a dificuldade em aceitar a própria sexualidade. “Provavelmente, algo relacionado à criação ou a preocupação em assumir para outras pessoas”, explica.
Embora alguns tentem justificar – a todo custo – a atração por alguém do mesmo sexo, a especialista ressalta: “A preferência sexual só diz respeito à pessoa. O que você faz é algo que apenas diz respeito a você”.
É ou não é?
Pode parecer meio confuso, mas segundo a sexóloga Ione Almeida, é comum que a pessoa sinta curiosidade em ficar com alguém do mesmo sexo. “Isso é uma coisa super normal e não é um indício de que a pessoa é. A curiosidade existe em todo mundo”, diz. Porém, a situação é outra se você só sente atração por pessoas do mesmo sexo. Se for o caso, não há porque se envergonhar. Você é uma pessoa como todas as outras.



