Consultório de médico suspeito de manter paciente em cárcere privado negociava cirurgias no carnê

Segundo publicação do G1, os interessados poderiam quitar o carnê em até um ano, pagar o saldo do valor da cirurgia no cartão de crédito e renegociar caso não conseguisse cumprir o prazo.

cirurgião plástico preso

O consultório do cirurgião plástico suspeito de manter paciente em cárcere privado negociava procedimentos estéticos no carnê.

Segundo publicação do G1, os interessados poderiam quitar o carnê em até um ano, pagar o saldo do valor da cirurgia no cartão de crédito e renegociar caso não conseguisse cumprir o prazo.

Conforme o G1, essa era dinâmica no consultório e no Hospital Santa Branca, de propriedade do médico Bolívar Guerrero Silva, preso no dia 18 de julho acusado e sucessivos erros médicos e suspeito de manter uma de suas pacientes em cárcere privado.

Guerrero contava com um time de divulgadoras do seu trabalho que atuava em grupos de Whatsapp e redes sociais, que atraía a clientela oferecendo cirurgias plásticas com preços abaixo do mercado e facilidade no pagamento.

os interessados poderiam quitar o carnê em até um ano

Os interessados em operar com o médico equatoriano poderiam pagar à vista, parcelado no cartão e, quando o cliente não dispunha de nenhum desses mecanismos, poderia usar um carnê da clínica para poder iniciar o parcelamento do seu procedimento.

O time de divulgadores de Bolívar tentavam vender o máximo de procedimentos estéticos e, claro com a mesma facilidade. Um deles foi apelidado de X-Tudão, que incluía de quatro a cinco procedimentos estéticos como lipoaspiração, abdominoplastia, mastopexia e lipoenxertia.

Bolívar Guerrero Silva foi preso no dia 18 de julho quando estava dentro do centro cirúrgico do Hospital Santa Branca, em Duque de Caxias. Segundo a polícia, ele mantinha uma mulher em cárcere privado depois que ela teve complicações depois de uma cirurgia de abdominoplastia e está em estado grave.

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