
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inicia o recenseamento nas comunidades quilombolas do Brasil, nesta quarta-feira, 17. Segundo a instituição, o levantamento inédito busca trazer dados oficiais sobre quantos são, onde estão e como vivem essa população no país.
Um mapeamento realizado pela instituição identificou 5.972 comunidades quilombolas em todo o Brasil. No entanto, não há estimativa da quantidade de pessoas que vivem nesses locais.
Nas áreas mapeadas, os recenseadores vão abrir o questionário com as perguntas: “Você se considera quilombola?” e “Qual o nome da sua comunidade?”. Os pesquisadores dispõe de uma lista com a delimitação das comunidades, mas se outros nomes forem indicados nas áreas, eles também podem ser registrados.
Ainda de acordo com o IBGE, a pesquisa vai trazer um retrato inédito da realidade dessa população, como as vivências, formas de organização social e aspectos culturais.
A população que vive nessas comunidades previamente mapeadas já havia sido recenseada outras vezes. Nunca, porém, como quilombola. Por isso, será a primeira vez que será possível identificar quem são e em que condições vivem os descendentes de escravizados.
“Temos consciência da limitação da metodologia, mas nenhuma outra chegou ao ponto a que chegamos, de conseguir retratar a população quilombola, sem inviabilizar o censo”, afirmou a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE, Marta Antunes. “Essa é a metodologia possível para o momento”, finalizou.
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