Bolsa se recupera e fecha em alta de 1,27%

O principal índice do mercado brasileiro encerrou as operações desta quarta-feira em alta, após uma sequência de cinco pregões no vermelho, muito por conta da recuperação das ações dos bancos privados e da Petrobras. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em alta de 1,27%, aos 48.905 pontos e com um volume negociado de R$ 7,087 bilhões. Com isso, o índice passa a acumular perdas de -2,15% na semana, -5,19% no mês e -2,20% no ano, e valorização de 7,02% em 12 meses. Os setores com melhores performances no período foram bancos; consumo; infraestrutura; e holding financeira.

“O Ibovespa, na véspera da divulgação da ata do Copom, iniciou em alta e assim se manteve ao longo de todo o pregão, melhorando um pouco mais na parte da tarde. O índice teve um dia de repique e deslocou-se positivamente do índice Dow Jones na parte da tarde”, diz a equipe de análise do BB Investimentos, em relatório. “Vale lembrar que na próxima sexta-feira (13) será dia de ?zeragem? do mercado de opções sobre ações, cujo vencimento deste exercício está agendado para a segunda-feira (16). O giro financeiro foi favorável. Em suma, papéis que haviam sido responsáveis pelas recentes baixas, denotaram altas hoje”.

O ganho do dia foi puxado pelas ações da Petrobras e dos bancos Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco. O papel preferencial da Petrobras (PETR4) avançou 2,81%, a R$ 8,79, enquanto o papel ordinário (PETR3) subiu 1,8%, a R$ 8,47. A ação do Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou em alta de 3,39%, a Bradesco (BBDC4) ganhou 3%, e a do Banco do Brasil (BBAS3) teve valorização de 1,6%.

No setor externo, dados mostram que a produção industrial na China acumulada no primeiro bimestre de 2015 contra os primeiros três meses de 2014 variou +6,8%, ante +8,3% em dezembro de 2014 na comparação com o ano imediatamente anterior. Já as vendas a varejo no bimestre contra o mesmo período de 2014 subiram 10,7%, versus 12% em dezembro de 2014 ante 2013. “Os números sinalizaram que o país prossegue em processo de desaceleração econômica. Vale lembrar que a China cresceu 7,4% no ano passado e que agora o governo local redefiniu a meta de crescimento deste ano para 7%, frente a 7% anteriormente estipulada”, pontua o BB Investimentos.

No câmbio, a cotação do dólar comercial chegou a oscilar de R$ 3,08 a R$ 3,14, mas ao fim do dia a cotação fechou em alta de 0,77% e encerrou as operações a R$ 3,127. Na mínima do dia, o dólar registrou queda de 0,67% no início da tarde, mas voltou a subir, como já tinha acontecido no início da operação. A alta acumulada no ano chegou a 17,64%. Somente no mês de março, o dólar valorizou 9,52%.

No início do ano, a divulgação de dados que mostram a recuperação da economia dos Estados Unidos, como o maior consumo de bens duráveis (automóveis e eletrodomésticos), acentuou a valorização do dólar em relação ao real, ao reforçar as perspectivas de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) aumente os juros da maior economia do planeta.

Ao mesmo tempo, o Banco Central brasileiro manteve seu programa de intervenções no mercado de câmbio, com a venda de 2 mil contratos de swap – sendo 1,3 mil com vencimento em 1º de dezembro deste ano, e 700 para 1º de março do ano que vem. A autoridade monetária também realizou um leilão para rolagem dos contratos que vencem em 1º de abril. Foram vendidos 7,4 mil contratos: 5,5 mil com vencimento em 1º de junho de 2016, e 1,9 mil para 3 de outubro do ano que vem, em operação que movimentou o equivalente a US$ 355,5 milhões.

Na quinta-feira, os analistas aguardam a publicação da ata do Copom e dos dados do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). No setor externo, destaque para as vendas no varejo, novos pedidos de seguro-desemprego e orçamento mensal nos Estados Unidos; índice de preços ao consumidor na Alemanha e na França; produção industrial na zona do euro; balança comercial da Grã-Bretanha; e o índice de confiança do consumidor no Japão.Fonte: Reuters e Agência Brasil