A síndrome dos ovários (SOP) é uma patologia que atinge cerca de 7% das brasileiras em idade reprodutiva. É um transtorno endócrino que causa uma disfunção ovulatória por excesso de hormônio masculino. Os sintomas são: obesidade, menstruação irregular e hiperandrogenismo (aumento dos hormônios masculinos, resultando no aumento de pelos no corpo, acne, entre outras características masculinas). “Ter síndrome dos ovários policísticos não é a mesma coisa que ter ovários policísticos”, esclarece Dra. Genevieve Coelho, diretora do IVI Salvador.
Quem tem síndrome dos ovários policísticos pode engravidar?Mulheres com SOP podem ter dificuldades para engravidar. No entanto, a dificuldade geralmente pode ser resolvida por meio de um tratamento de indução de ovulação. Em outros casos, que são a minoria, a síndrome dos ovários policísticos produz a esterilidade por conta da má qualidade dos óvulos. Para evitar o problema é preciso iniciar o tratamento o mais rápido possível para reduzir as chances que esta enfermidade chegue a tal ponto. Com relação a soluções, atualmente o IVI está na segunda fase da pesquisa sobre a eficácia da terapia de resveratrol, uma substância encontrada em frutas e vegetais que pode complementar o tratamento de ovários policísticos e também de hiperestimulação ovariana, um mal que afeta algumas mulheres em tratamento de reprodução assistida. Após do sucesso dos testes in Vitro, os pesquisadores iniciaram na Espanha a aplicação em voluntárias para comprovar o efeito desta substância. Segundo a Dra. Genevieve, quando comprovados os efeitos positivos do tratamento com resveratrol seu uso poderia ser adotado, mas não elimina os tratamentos que atualmente se aplicam à síndrome de ovários policísticos. ?Os protocolos de primeira e segunda linha como dieta, exercícios e a utilização de citrato de clomifeno para induzir à ovulação continuam sendo necessários?, afirma a especialista. (iBahia)



