
O diretor da Santa Casa de Misericórdia de Valença, Marcos Antônio Silva, negou as acusações de assédio sexual feitas por uma ex-funcionária do hospital filantrópico, afirmou que os relatos não têm fundamento e informou que registrou um boletim de ocorrência por calúnia e difamação. Segundo ele, o caso faz parte de uma “articulação suja” da política local.
De acordo com a Polícia Civil de Valença, uma mulher de 31 anos registrou, no último domingo (25), um boletim de ocorrência por assédio sexual. Segundo o relato da denunciante, ela teria sido demitida após se recusar a ceder às investidas de um dos diretores da unidade.
Ainda segundo a denúncia, o diretor teria iniciado contatos por meio das redes sociais, com mensagens elogiosas, perguntas pessoais e convites para encontros fora do ambiente de trabalho. A mulher afirmou que, após recusar as investidas, foi demitida. Ela também relatou que outras funcionárias teriam passado por situações semelhantes, mas não formalizaram denúncia por medo de perder o emprego, já que o acusado ocupa cargo de direção.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marcos Antônio Silva afirmou que tem conhecimento das acusações desde setembro de 2025 e que tudo começou após o desligamento de uma ex-colaboradora do hospital.
“Infelizmente, eu tenho conhecimento dessa articulação suja que tem sido feita contra mim desde setembro de 2025. A primeira pessoa utilizada a tecer acusações contra mim por assédio foi uma colaboradora desligada do hospital em março, que inicialmente não fez nenhuma denúncia por assédio porque não aconteceu e posteriormente a saída dela, ela fez algumas reclamações com relação ao hospital, um episódio de atendimento dela como paciente, questão relacionada ao piso de enfermagem, e só depois de um período ela começou a me fazer acusações de que foi demitida por não ceder aos meus assédios”, disse.
Segundo o diretor, as acusações não foram levadas à Justiça no primeiro momento por falta de provas e chegaram a cessar por um período. Ele afirma que, posteriormente, o caso voltou a ser discutido de forma articulada.
“Essas acusações, por não terem fundamento, nunca foram levadas ao conhecimento da justiça e, por um período, isso cessou. Em setembro de 2025, isso voltou à tona, dessa vez de maneira articulada e com o claro objetivo de me prejudicar a formar uma denúncia com mais de uma pessoa do mesmo assunto, o assédio. Prontamente, quando eu tomei conhecimento dessa reunião que aconteceu, de pessoas que tinham claro objetivo de me prejudicar, eu levei ao conhecimento das autoridades as acusações falsas feitas pela ex-colaboradora, e registrei um BO por calúnia e difamação. Eu fui ouvido, ela foi ouvida, e até então isso estava parado na Justiça”, afirmou.
Marcos Antônio também atribuiu a repercussão do caso à atuação de um influenciador digital da cidade. Segundo ele, o influenciador teria recebido pagamento para divulgar a versão apresentada pela ex-funcionária.
“Esse ano de 2026, agora no mês de janeiro, neste momento, já acompanhada por seus advogados, que também são advogados das outras possíveis vítimas, ela procurou a Justiça para registrar esse BO por assédio contra mim. E conseguiram também fabricar outras denúncias que não se sustentarão na Justiça. E o objetivo não é sustentar isso na Justiça, porque eles sabem que não tem, e por isso que não levaram a conhecimento da Justiça no ano passado. Mas agora, como forma de macular a minha imagem, trouxeram isso ao conhecimento público, através de um influenciador ou mau influenciador da cidade”, disse.
Foram anexados ao boletim prints de conversas no Instagram que mostram tentativas de aproximação e interações em publicações da funcionária, além de documentos relacionados ao contrato de trabalho e à demissão.
Ver essa foto no Instagram



