“Recado claro em defesa dos direitos humanos”, diz secretário de Justiça sobre condenação dos executores de Mãe Bernadete

Réus foram condenados por homicídio qualificado, com penas de até 40 anos de prisão

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Os executores da líder quilombola Mãe Bernadete Pacífico foram condenados pelo Tribunal do Júri, nesta terça-feira (14), por homicídio qualificado. As penas chegaram a 40 anos e 29 anos de reclusão em regime fechado para Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, respectivamente.

A sentença foi destacada pelo secretário Felipe Freitas como um marco para o Estado Democrático de Direito.

“É a vitória da justiça e um recado claro em defesa dos direitos humanos”, afirmou.

De acordo com a decisão, os réus foram responsabilizados por crime cometido com motivo torpe, meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima. Arielson, que está preso, confessou participação, enquanto Marílio segue foragido.

O julgamento foi realizado por júri popular, com maioria dos sete jurados votando pela condenação. Além disso, a decisão foi baseada em provas técnicas e testemunhais consideradas robustas pelas autoridades.

Segundo o secretário, o resultado reflete a atuação integrada das instituições públicas. “Este resultado só foi possível graças ao esforço conjunto entre as instituições”, declarou.

O caso também avançou na esfera civil, com pagamento de indenização aos familiares por meio de acordo administrativo firmado pelo Governo da Bahia, evitando a judicialização do processo.