
O governo dos Estados Unidos pretende intensificar as ações para revogar a cidadania de pessoas naturalizadas no país. A meta é protocolar pelo menos 250 processos até 30 de setembro de 2026, data que marca o encerramento do atual ano fiscal norte-americano.
A informação foi confirmada por um integrante do Departamento de Justiça à emissora CBS News. Segundo o órgão, as ações serão distribuídas em diferentes tribunais federais ao longo do país e terão como alvo exclusivamente cidadãos naturalizados, ou seja, pessoas que nasceram em outros países e posteriormente obtiveram a cidadania norte-americana.
Atualmente, os Estados Unidos possuem cerca de 24 milhões de cidadãos naturalizados. Pela legislação do país, a cidadania pode ser revogada quando houver comprovação de que foi conquistada de forma ilegal ou mediante fraude.
Entre as situações que podem resultar na perda da cidadania estão a omissão de antecedentes criminais, a apresentação de documentos falsos e a prestação de informações incorretas durante o processo de imigração e naturalização.
O Departamento de Justiça também ampliou, em 2025, as categorias de casos considerados prioritários para os processos de desnaturalização. No entanto, as autoridades não divulgaram detalhes sobre quais perfis passaram a integrar essa nova lista de prioridades.
As pessoas processadas terão direito à ampla defesa e poderão contestar as acusações na Justiça. Para que a cidadania seja efetivamente revogada, caberá ao governo convencer os juízes federais de que houve irregularidades na obtenção da naturalização.
Caso a revogação seja confirmada pela Justiça, os afetados perderão os direitos associados à cidadania norte-americana. Em muitos casos, o indivíduo retorna ao status migratório anterior, geralmente de residente permanente com green card, podendo ainda enfrentar procedimentos de deportação para seu país de origem.
De acordo com o Departamento de Justiça, novas ações continuarão sendo apresentadas até o fim do ano fiscal, em setembro de 2026, como parte da estratégia do governo para reforçar a fiscalização dos processos de naturalização realizados no país.





