
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que integrantes de sua equipe de segurança retiraram o percussor de uma pistola registrada em seu nome sem seu conhecimento prévio. Segundo os advogados, a medida foi adotada por precaução diante dos efeitos de medicamentos psiquiátricos utilizados pelo ex-presidente.
Os esclarecimentos foram encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes após questionamentos sobre uma arma apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
De acordo com a defesa, a retirada do percussor tornou a arma inoperante e teve como objetivo evitar riscos relacionados à condição de saúde de Bolsonaro. Os advogados afirmam que a decisão foi tomada pela equipe de segurança sem autorização ou conhecimento prévio do ex-presidente.
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“Embora possuísse regularmente o armamento, as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário, capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, escreveu a defesa.
Segundo os advogados, Bolsonaro percebeu posteriormente uma falha no funcionamento da pistola e, sem saber que a peça havia sido removida, entregou o armamento a um agente de sua segurança para verificar o problema e providenciar eventual manutenção.
A defesa também argumentou que não existe determinação judicial obrigando a entrega das armas registradas em nome do ex-presidente ou o cancelamento de seus registros, mesmo após as decisões judiciais já impostas contra ele.
O caso passou a ser analisado pelo STF depois que uma pistola registrada em nome de Bolsonaro foi encontrada com um agente do GSI durante uma abordagem policial realizada no Distrito Federal.
Paralelamente, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias que levaram o armamento a estar sob posse do integrante da equipe de segurança. A investigação ficará sob responsabilidade da 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte.
Em depoimento, o agente afirmou aos policiais que trabalha para Bolsonaro e que recebeu a arma na segunda-feira (15) para verificar uma falha mecânica. Segundo seu relato, a intenção era concluir o serviço e devolver o armamento ao ex-presidente no dia seguinte.
Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou sobre os esclarecimentos apresentados pela defesa.




