Venezuela: prédios são reduzidos a montes de terra e escombros, enquanto os que permaneceram de pé estão inabitáveis

Equipes de resgate seguem as buscas por sobreviventes em La Guaira, região mais atingida pelos terremotos.

Foto: Reprodução / Jornal Nacional

Os terremotos que atingiram a Venezuela deixaram um rastro de destruição. Prédios foram reduzidos a montes de terra e escombros, enquanto os que permaneceram de pé estão inabitáveis. Até o momento, o número de mortos chegou a 1.719. Equipes de resgate continuam em busca de sobreviventes. Imagens publicadas no X, antigo Twitter, mostram como ficaram os prédios após os tremores.

Depois de passar cerca de 106 horas soterrado, Aaron Cantillo, de 21 anos, foi resgatado com vida. Ele contou que foi o único sobrevivente encontrado no prédio onde estava e chamou os bombeiros que o retiraram dos escombros de “anjos”.

Vinte e sete países, entre eles Brasil, Estados Unidos, China, Alemanha e Suíça, enviaram ajuda para a Venezuela. Ao todo, mais de 500 toneladas de suprimentos foram encaminhadas ao país, enquanto 2,7 mil socorristas estrangeiros participam das buscas. Cães farejadores cedidos pelo Reino Unido também ajudam a procurar vítimas. Ao todo, são 86 equipes.

Os trabalhos de resgate estão concentrados no estado de La Guaira, no norte da Venezuela, a região mais atingida pelos terremotos. Do alto, é possível ver prédios reduzidos a montes de terra e escombros, enquanto os que ficaram de pé estão inabitáveis.

Pesquisadores da Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, analisaram imagens de satélite e calcularam que 58 mil construções foram destruídas ou danificadas. Centenas de desabrigados foram levados para um campo de golfe, onde dormem em barracas improvisadas. Algumas delas não têm colchão, apenas papelão sobre o gramado.

Na manhã de segunda-feira (29), um tremor de magnitude 4,6 atingiu Caracas. Os socorristas interromperam as buscas e procuraram abrigo. Desde os terremotos da última quarta-feira (24), as autoridades registraram mais de 600 tremores secundários no país.

Segundo uma plataforma online criada e atualizada pela própria população, pelo menos 45 mil pessoas continuam desaparecidas. A ONU estima que o número de mortos aumente nos próximos dias. Nesta segunda-feira (29), o coordenador das Nações Unidas na Venezuela informou que a organização comprou 10 mil sacos para os corpos das vítimas.