Givanildo Teles Malta, de 20 anos, que acompanhava a mulher no interrogatório em Salvador e só foi descoberto porque apresentou aos policiais uma cédula de identidade falsificada, é também acusado de cometer duplo homicídio em Santo Antônio de Jesus no último dia 10 de outubro. Na Delegacia da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia Civil (Coorpin), ele negou contou que tenha cerrado a cela e fugido. Teve uma confusão em Salvador, as duas mulheres brigaram, e quando fui à Delegacia, puxaram minha ficha e me prenderam, contou.
Ele contou que estava de cabeça quente quando atirou em Joselito Pereira dos Santos, de 31 anos, mas não atirou na irmã de Joselito, Maria Aparecida Jesus da Silva, de 36, durante uma confusão em um bar. Eu já estava armado, mas ele me deu uma topada, quebrou meu copo e eu já estava de cabeça quente. Ela estava atrás dele. E se eu não o matasse ele me matava. Apontei a arma para ele. Meu pensamento era me apresentar à justiça e pagar em liberdade, mas não tinha dinheiro, relatou.
Givanildo Teles fugiu da Delegacia de Santo Antônio em maio, mas nega que tenha planejado a fuga. Eu fui um dos primeiros a fugir e cerrei a cela com uma serra que estava na sala de visita. Ficou na minha mão durante 15 dias. Saí pelo lado, mas não planejei fuga. Pedi minha transferência para um presídio porque quero pagar numa detenção, ver minha família, disse. Em entrevista, o acusado confirmou que cometeu o crime. Fui eu mesmo que matei, mas estou arrependido, confessou.



