O cirurgião plástico Wagner de Moraes, que fez o procedimento de cirurgia estética na modelo Raquel Pontes dos Santos, de 28 anos, horas antes da morte dela, será chamado para depor. Segundo o delegado Mario Lamblet, que investiga o caso, outras duas enfermeiras da clínica estética, os médicos que atenderam a modelo no hospital e o marido dela também serão ouvidos.
O caso aconteceu na segunda-feira (11). Raquel representava o Mato Grosso no concurso Musa do Brasil, onde era uma das finalistas. Ela será enterrada às 17h desta quarta-feira (13), em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Em entrevista ao 'Extra', o marido de Raquel, Gilberto Azevedo, disse que a modelo começou a sentir falta de ar após a intervenção cirúrgica, ainda quando estava na clínica. Segundo ele, as enfermeiras teriam dito que os sintomas eram normais e só chamaram o cirurgião quando viram o problema se agravar.
A Polícia vai investigar porque o carimbo no atestado de óbito de Raquel, assinado por Wagner de Moraes, é do Hospital Municipal Carlos Tortelly. Ao 'Extra', o cirurgião disse não temer as investigações. “As autoridades vão entender que [a morte] não foi por conta da aplicação do produto que eu fiz no rosto dela, que é um produto de uso dermatológico e muito usado, que não depende de risco cirúrgico, apenas é feito um teste na pele”, afirmou. (Correio)



