Sobre o projeto da Policlínica, o Deputado Jorge Solla questiona: O que é prioridade hoje, colocar UPA para funcionar ou abrir mais um ambulatório&#63

Continua a polêmica sobre o projeto da Policlínica em Santo Antônio de Jesus. Alguns acham ideal o novo projeto que visa melhorar a saúde do município, outros discordam e dizem ser desnecessário gastar tanto sendo que tem outras prioridades. Entre tantas opiniões, o deputado federal Jorge Solla disse, numa entrevista a Rádio Andaiá FM que o consórcio é um instrumento muito importante tanto para saúde como também para fortalecer outras ações. ?Isso fortalece o polo, fortalece a região e viabiliza possibilidades para uma serie de ações, agora fazer gestão pública, sempre é necessário em cada momento definir prioridades. No momento que o Hospital Regional está completando quatro meses de atraso salarial, em que as diretorias regionais de saúde estão paralisadas sem recursos, não seria ideal?, disse.  Segundo o deputado, foi graças ao governo de Wagner que as ações públicas passaram a ser transparentes e qualquer cidadão pode acessar o site do governo e ver as informações sobre pagamentos. ?Sobre o HRSAJ a gestão é do instituto Fernando Figueiras e se você acessar vai ver atraso do mês de outubro, novembro, dezembro e janeiro que está para vencer. A policlínica é um mero ambulatório de especialidades, seria mais importante investir em reforçar a oferta que já existe hoje do que construir um prédio novo?, frisou. O deputado ainda questionou sobre as prioridades para o momento, afirmando em seguida que não tem nada contra a policlínica, mas sim com a questão da prioridade. ?O que é prioridade hoje, colocar UPA para funcionar ou abrir mais um ambulatório? É colocar em dia o pagamento do HRSAJ para que não venha prejudicar o atendimento ou fazer investimento na construção de um novo prédio? Qual o orçamento disponível para saúde este ano? Com esse dinheiro a gente coloca em dia os pagamentos do HRSAJ? Se tiver recursos dá para fazer a policlínica, agora se não tem não dá para deixar a UPA fechada e construir outro prédio, é questão de prioridade?, pontuou. Jorge Solla garantiu que o recurso de construção de todas as UPAs é do governo federal e complementa apresentando a solução que, em seu ponto de vista, seria a mais justa. ?A parceria para administrar em alguns locais o estado faz e em outro é o município, o projeto daqui foi feito para o município. Uma solução seria constituir o consórcio e em vez de priorizar esses recursos para construir outro prédio para fazer o ambulatório, viabilizar o funcionamento da UPA através do consórcio e ampliar o ambulatório onde já existe, porque utilizar doze milhões, treze milhões de reais para construir um prédio novo não é prioridade. A quantidade de emergência hoje é muito grande, por isso as UPA tem sido fundamentais para desafogar as emergências do HRSAJ. O consórcio poderia viabilizar o funcionamento das UPAs?, afirmou. 

Jéssica Oliveira/Blog do Valente