Os professores do Departamento de Ciências da Vida, do campus de Salvador da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), anunciaram um indicativo de paralisação de algumas atividades práticas nesta quinta-feira, 28. Um grupo reinvidica adicionais de insalubridade, cortados em novembro de 2015.
Se houver paralisação, não irão funcionar os atendimentos clínico e laboratorial à população, atividades de extensão à comunidade, pesquisas de laboratórios com animais e com reagentes químicos.
A decisão foi tomada em Plenária Departamental realizada na quinta. Segundo a Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb), o adicional dos professores e técnicos foi cortado pela Secretaria de Administração (Saeb) “de maneira inesperada e sem critério”.
A assessoria da universidade confirmou o corte e informou que a medida afetou apenas parte dos profissionais, mesmo aqueles que exerciam a mesma função e, portanto, tinham o mesmo direito à insalubridade. A instituição lembrou que, caso haja a paralisação, apenas os professores que não recebem mais o adicional deverão aderir.
Esse grupo formou uma comissão que irá dialogar com a reitoria. A primeira reunião será na manhã da segunda-feira, 1º, na Reitoria. No mesmo dia, a partir das 14h, haverá uma aula pública, como atividade de mobilização, no teatro do Campus I.
A Aduneb entrou na justiça com um Mandado de Segurança contra o governo estadual, em novembro, para a reimplantação dos processos de insalubridade. Ainda na quinta, os docentes realizaram uma caminhada de protesto pelo Campus e ocuparam a Reitoria. O Movimento Docente também responsabiliza o administrador central pelo corte dos adicionais de insalubridade.
A Saeb irá se posicionar sobre o assunto ainda nesta sexta.
(A Tarde)



