
Os produtores de uva do Vale do São Francisco, em Juazeiro, começaram este mês a colheita da fruta que será exportada para a Europa e Inglaterra em meio a pior estiagem da história, mas isto não é motivo de tanta preocupação.
É que, ao contrário do que se pode pensar, a falta de chuvas é até bem-vinda, pois a fruta perde a qualidade quando chove demais: racha a casca, muda a coloração, fica menos doce e incha, por absorver mais água.
A situação é inversa a de criadores de caprinos e ovinos da chamada área de sequeiro, onde a estiagem se agravou nos últimos cinco anos, com tendência de piora para os próximos meses. Por conta da falta de chuva, a ração para o rebanho só diminui.
De acordo com o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Inema), entre janeiro e setembro Juazeiro teve o pior índice pluviométrico da Bahia, com apenas 118,3 milímetros de chuva. Em todo 2016, foram 323,7 milímetros durante todo o ano.
Em Juazeiro e região, segundo o Inema, ocorrem poucas chuvas este ano por conta da influência constante uma massa de ar quente e seco, que contribuiu para reduzir a nebulosidade e, consequentemente, as chuvas.
No outro extremo, a cidade que mais registrou chuvas este ano no Estado foi Canavieiras, no sul da Bahia, com 1.498,2 mm.
Fonte: Correio




