
A manutenção de homenagens a escravocratas, eugenistas e quaisquer outros indivíduos que cometeram violações aos direitos humanos está proibida no município do Rio de Janeiro desde o final do mês passado. No entanto, em Salvador essa medida ainda não há mecanismos legais que impeçam essas reverências encontradas em estátuas e batismo de vias, entre outros tipos, mas um projeto de lei em andamento na Assembleia Legislativa(Alba) pretende aplicar esse veto a espaços públicos sob gestão estadual em toda a Bahia.
Em Salvador, há diversos casos conhecidos que ocorrem em vias urbanas, o que significa que não está sob responsabilidade do Projeto 24.477/2022, caso seja aprovado, mas a discussão sobre essas homenagens “controversas” tem se fortalecido nos últimos anos. Os movimentos de contestação, protestos e projetos de mapeamento têm surgido em diversos países o mundo, como o incêndio da estátua de Borba Gato em São Paulo, ocorrido dois anos. Desde 2020, o site Salvador Escravista apresenta a história por trás de vários nomes.
O Barão de Cotegipe é mencionado no projeto como quem votou contra a abolição da escravidão e, posteriormente, apresentou um projeto de indenização para ex-proprietários de escravos. Cristóvão Colombo, homenageado com estátua e praça no Rio Vermelho, é lembrado Salvador Escravista devido às práticas colonizadoras e das violações contra os povos indígenas que encontrou ao “descobrir” a América.
Segundo o PL apresentado pelos deputados estaduais Olívia Santana (PC do B) e Bira Coroa (PT), a proibição deve ser aplicada a escravocratas, mas também a “apoiadores e defensores do Golpe Militar que sofreu o Brasil em 1964”. Apenas nas imediações da Arena Fonte Nova, duas vias contém os nomes de governantes desse período: o maior estádio da Bahia fica na Avenida Presidente Costa e Silva e a região conhecida como Vale de Nazaré é a Avenida Presidente Castelo Branco.
Com informações do Portal A Tarde.




