A rotina de preparo de alimentos para 20 mil baianos em situação de insegurança alimentar tem reorganizado as cozinhas comunitárias e solidárias da Bahia, que foram contempladas pelo primeiro edital Comida no Prato. Essa iniciativa é uma parceria do programa Bahia Sem Fome (BSF) com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). Com um investimento de R$ 24,2 milhões da administração estadual, as entidades aprovadas distribuirão refeições por 110 dias. Cada cozinha será responsável pela preparação de, no mínimo, 200 pratos diariamente.
Imagem: divulgação/ GOVBA
Organizações em diversas cidades como Alagoinhas, Barreiras, Itabuna, Ilhéus, Jequié, Lauro de Freiras, Paulo Afonso, Porto Seguro, Santo Antônio de Jesus, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista, Camaçari e Salvador também participam na distribuição das refeições. Das 100 cozinhas comunitárias ou solidárias envolvidas, 68 estão localizadas no interior do estado.
Programa Bahia sem Fome
Tiago Pereira, coordenador do Programa Bahia Sem Fome, destacou que o público prioritário do edital é composto por pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. No entanto, não é necessário que os beneficiários estejam cadastrados em programas sociais de transferência de renda para receberem as refeições.
“O público prioritário, em alinhamento com o plano Brasil Sem Fome do Governo Federal, é a população em situação de vulnerabilidade extrema. Por isso, o Comida no Prato surge como uma ação emergencial, incluindo a busca ativa para identificar essas pessoas. Depois, ajudamos a encaminhá-las para a emissão de documentos, assistência social e sistema de educação,” explicou Tiago, detalhando a estratégia para reduzir os indicadores de fome na Bahia a curto e longo prazo.
Segundo o programa Bahia Sem Fome, as organizações participantes devem distribuir refeições por até nove meses, conforme a logística de cada cozinha. Aline Silva, responsável pela coordenação de impacto social do Instituto Nordeste Eu Sou, relatou que a aprovação no edital Comida no Prato foi uma oportunidade para mapear o perfil das pessoas mais vulneráveis em bairros como Nordeste de Amaralina, Santa Cruz e Vale das Pedrinhas.
“Nós realizamos o mapeamento no Nordeste de Amaralina, Santa Cruz e Vale das Pedrinhas. As pessoas cadastradas realmente são as que mais necessitam. Este projeto veio como uma grande ajuda para nossa comunidade, com a distribuição de 250 refeições de segunda a sexta-feira, das 12h às 13h,” explicou Aline sobre o planejamento de entrega.
Somente através do Instituto Nordeste Eu Sou, que há 13 anos atua com projetos sociais em Salvador, 250 pessoas estão cadastradas para receber as refeições nos bairros mencionados. Outra cozinha, localizada no bairro do Lobato e também gerida pelo Instituto, atende mais 250 pessoas através do edital Comida no Prato.
Mais comida no prato dos baianos
O segundo edital do Comida no Prato está aberto até o dia 30 de julho. Podem participar Organizações da Sociedade Civil (OSC) que gerem cozinhas comunitárias ou dispostas a apoiá-las, por meio de colaboração com o Estado. Os detalhes do edital estão disponíveis no site da CAR: https://www.car.ba.gov.br/node/16335.
Na segunda etapa do projeto, serão 150 cozinhas comunitárias apoiadas. Cada uma receberá R$ 242 mil para produção das refeições ao longo de 12 meses. Ao todo, serão R$ 36,3 milhões investidos pelo Governo da Bahia no segundo edital, que prevê a ampliação da distribuição para 3,3 milhões de comidas prontas.