O empresário Marcelo Batista da Silva, acusado de envolvimento na morte de Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento e Matusalém Silva Muniz, apresentou-se voluntariamente à Justiça da Bahia na segunda-feira (9), após mais de dois meses foragido. Ele é dono do ferro-velho no bairro de Pirajá, em Salvador, onde os jovens trabalharam como diaristas antes de desaparecerem no dia 4 de novembro de 2023.

De acordo com a Polícia Civil, os dois jovens são considerados mortos. Eles prestaram serviços no estabelecimento por cerca de três semanas antes do sumiço, que passou a ser investigado como duplo homicídio.
Ao analisar o caso, o juiz Vilebaldo José de Freitas concedeu liberdade provisória a Marcelo e determinou medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de deixar a cidade.
Segundo a decisão, o réu entregou o passaporte, pediu desculpas formais à Justiça e demonstrou, nas palavras do magistrado, “arrependimento e respeito ao Judiciário”. O juiz também destacou a ausência de provas de ameaça a testemunhas e a falta de indícios de que Marcelo represente risco à ordem pública.
É a segunda vez que a prisão preventiva de Marcelo é revogada. A decisão alerta que o descumprimento de qualquer uma das medidas impostas poderá resultar em nova prisão preventiva imediata, sem necessidade de nova audiência.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil da Bahia, que busca elucidar as circunstâncias das mortes e localizar os corpos das vítimas.


