
O senador Sérgio Moro, do partido União Brasil, está cogitando renunciar ao seu mandato e deixar o Brasil após a cassação de Deltan Dallagnol, do partido Podemos. Ele alega estar sofrendo “perseguição política”. Segundo apuração da coluna de Daniel Cesar no Último Segundo, Moro já sondou amigos e aliados que residem nos Estados Unidos em busca de emprego para garantir sua permanência no país.
Uma fonte próxima ao ex-ministro da Justiça confirmou a informação, porém ressaltou que estão tratando o assunto internamente e com sigilo. Outro interlocutor de Moro revelou que a renúncia e a saída do país foram aconselhadas por um importante líder político após a cassação de Dallagnol.
De acordo com essa fonte, o líder político teria sugerido que Moro precisa controlar a narrativa e denunciar que é perseguido politicamente para o mundo, uma vez que ele sabe que será cassado. A comparação foi feita com o ex-deputado Jean Wyllys, que se exilou na Europa após receber ameaças de morte.
Inicialmente, Moro rejeitou a ideia, alegando não ser alguém que foge da luta, mas foi convencido a considerar a proposta diante de uma possível derrota na Justiça. Ele teria questionado se valeria a pena se tornar apenas uma voz nas redes sociais. O convencimento aumentou após conversas com pessoas nos Estados Unidos que garantiram bons empregos.
No entanto, o principal obstáculo para uma eventual saída do Brasil é a esposa de Moro, a deputada Rosângela Moro, que está feliz como parlamentar e não deseja deixar o país. No entanto, segundo o interlocutor, isso pode ser superado facilmente. A decisão de Moro será tomada quando ele sentir que está encurralado e que essa é a única alternativa. A tendência é que ele se torne o “Jean Wyllys da direita”, concluiu o interlocutor.


