Os servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e o governo federal entraram em uma corrida contra o tempo para definir o final da greve que vem paralisando a instituição.

Com mais de 40 acordos já estabelecidos com setores do Executivo federal e com a proximidade da apresentação do orçamento de 2025, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifica os esforços para avançar nas negociações com um segmento que tem apresentado desafios: os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, e o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, se reuniram nesta terça-feira (27), com representantes da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) , da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Segurança Social (CNTSS).
Este encontro, liderado pelo ministro, que se mostrou receptivo a várias propostas das entidades, representou um avanço significativo no diálogo.
O principal ponto que Lupi se comprometeu a ajudar a destravar diz respeito à garantia de que a carreira do INSS será reconhecida como parte do núcleo estratégico do Estado Brasileiro, com atribuições exclusivas, o que tem por objetivo evitar terceirização ou delegação de atividades.
Índice de reajuste
Além do reconhecimento de sua atividade como exclusiva e finalística do Estado brasileiro, vista como ponto central pelos servidores do INSS, a demanda é por um ajuste na proposta de correção salarial, bem como um acerto sobre o mecanismo de negociação coletiva permanente sobre as condições de trabalho e atendimento à população, esse do âmbito do INSS.
Inicialmente, a proposta inicial era de reajuste de 9% em 2025 e 3,5% em 2026. Agora, o governo encaminhou duas propostas, podendo a categoria optar por uma das duas, em caso de aceitação. Ambas contemplam todos os servidores ativos e aposentados, e instituidores de pensão, com índices diferenciados de reajuste, que variam de 7% a 10%, dependendo do tempo de serviço e se é ativo ou aposentado.




