Banco Central eleva projeção de crescimento do PIB para 3,2% em 2024

Consumo das famílias e investimentos produtivos são apontados como principais responsáveis pelo aumento da expectativa de crescimento da economia.

O Banco Central (BC) revisou para cima sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, elevando a expectativa de 2,3% para 3,2%. A atualização foi divulgada no relatório de inflação trimestral do BC nesta quinta-feira (26).

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O aumento reflete o dinamismo da economia brasileira, especialmente impulsionado pelo consumo das famílias e pelos investimentos produtivos, que já vinham registrando alta nos últimos trimestres.

Segundo o relatório, o crescimento do PIB no segundo trimestre de 2024 superou as expectativas, com alta de 3,3% em comparação ao mesmo período de 2023. Essa performance positiva foi determinante para a revisão das projeções de crescimento anual.

“A atividade econômica brasileira segue mostrando dinamismo, levando a uma nova rodada de revisão para cima das projeções de crescimento no ano”, destacou o BC.

Além do consumo das famílias, os setores cíclicos da economia também foram apontados como fundamentais para esse resultado. O BC atribuiu o crescimento robusto ao bom desempenho da economia em áreas chave, o que contribuiu para um cenário otimista para 2024.

Por outro lado, a inflação também sofreu uma leve alta, passando de 3,96% para 4,31% para este ano, conforme o relatório. O aumento é explicado principalmente pelos impactos da crise climática, que encareceu produtos agrícolas e bens industriais. A seca prolongada em várias regiões do país tem pressionado a produção agrícola e energética, o que pode continuar influenciando os preços no mercado.

O relatório ainda aponta que a seca pode comprometer o plantio das safras futuras, além de afetar as tarifas de energia, elevando ainda mais a inflação. Contudo, o BC mantém sua previsão de que o controle sobre esses fatores poderá trazer a inflação para níveis mais baixos do que o esperado pelo mercado no relatório Focus, que estimava 4,37%.