O crescimento do Bolsa Família e a recente queda do desemprego no Brasil geraram questionamentos sobre a relação entre benefícios sociais e a busca por trabalho. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que a participação dos programas sociais na renda familiar aumentou, com destaque para o Nordeste, onde cerca de 79% da renda de famílias em extrema pobreza provêm de auxílios governamentais.

De acordo com o estudo, a taxa de desemprego caiu de 14,9% para 6,8%, o que diante do aumento dos auxílios governamentais, surpreendeu os pesquisadores.
Mesmo com a criação de novas vagas e da redução do desemprego, a transição para empregos formais ainda é limitada. Especialistas apontam que, embora o aumento dos benefícios sociais seja positivo para reduzir a pobreza, ele não resolve o real problema.
Segundo o Metrópoles, o autor da pesquisa ressaltou que apesar da diminuição do desemprego, a baixa não foi suficiente para tirar a população da extrema pobreza.
A economista Carla Beni destaca que é necessário mais tempo para avaliar o impacto do programa na busca por emprego, uma vez que a baixa remuneração no mercado também desestimula a população a buscar oportunidades de trabalho formal.
Os dados são do estudo “Composição de renda e inserção no mercado de trabalho: uma análise com foco no Nordeste e na população em extrema pobreza” que tem como base os dados da Pnad e do BIBGE de 2021 e 2023.




