A diferença salarial aumentou em relação ao primeiro relatório de 2023, que indicava uma disparidade de 19,4%. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, destacou que a igualdade salarial é uma prioridade do governo federal e está em discussão em fóruns internacionais como o G20 e a ONU.
“As mulheres não são apêndice, as mulheres não estão nos cantos e não são as pessoas do mimimi. As mulheres, hoje, são as trabalhadoras, são as que sustentam e as que pensam. Esse país precisa incluir as mulheres no seu critério de desenvolvimento econômico, na indústria, no trabalho, na agricultura. As mulheres não são pobres coitadas. Todas elas têm chance, têm condições, se lhes derem oportunidades”, declarou a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.
A desigualdade salarial é ainda mais acentuada entre mulheres negras, que recebem em média 50% do salário dos homens não negros. Em cargos de direção e gerência, as mulheres ganham 27% menos, e para profissionais de nível superior, a diferença chega a 31,2%.
Além disso, apenas 27,9% das empresas possuem políticas para incentivar a contratação de mulheres negras.
O relatório reflete os desafios enfrentados globalmente na luta pela igualdade salarial. Divulgado no Dia Internacional da Igualdade Salarial, o estudo reforça a necessidade de eliminar a discriminação de gênero até 2030, segundo a ONU, sob o risco de demorar séculos para atingir a paridade.