Contas do governo central registram déficit de R$ 22,4 bilhões em agosto

Resultado é o 7º pior para o mês, mas o melhor desde 2021

O governo central registrou um déficit de R$ 22,4 bilhões em agosto de 2024, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Tesouro Nacional. Embora seja o 7º pior resultado para o mês desde o início da série histórica em 1997, corrigido pela inflação, foi o melhor desempenho para agosto desde 2021, quando o déficit foi de R$ 10,8 bilhões.

Foto: divulgação

Em comparação com agosto de 2023, quando o déficit foi de R$ 26,7 bilhões, houve uma melhora significativa. O governo central, que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, acumula um déficit primário de R$ 99,997 bilhões de janeiro a agosto de 2024, uma leve redução em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o déficit totalizou R$ 105,884 bilhões.

Para o ano de 2024, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem como meta um déficit máximo de R$ 28,8 bilhões. No entanto, os gastos extraordinários com a calamidade no Rio Grande do Sul, queimadas e o pagamento de retroativos ao Judiciário deverão elevar o déficit efetivo para R$ 68,8 bilhões.

No mês de agosto, a receita líquida do governo aumentou 6,2% (R$ 8,8 bilhões) em termos reais, impulsionada principalmente pela alta de impostos como IPI, IR e Cofins. Do lado das despesas, houve um aumento de 2% (R$ 3,3 bilhões) em relação ao mesmo mês de 2023, com destaque para abono, seguro-desemprego e benefícios previdenciários.

Em coletiva de imprensa, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou que as despesas estão se acomodando, especialmente no segundo semestre, embora tenha chamado a atenção para o crescimento de 14,5% no BPC (Benefício de Prestação Continuada), que ele considera “expressivo e preocupante”. Além disso, o resultado de agosto foi impactado pelo pagamento do fundo eleitoral, que somou R$5 bilhões.