O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (16), que não retomará a implementação do horário de verão no Brasil. A decisão foi comunicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e mantém a política extinta desde abril de 2019, quando a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu acabar com a medida.

“Chegamos à conclusão de que não há necessidade de decretação do horário de verão para este verão, para este período. Temos a segurança energética assegurada”, afirmou o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante uma coletiva de imprensa.
A decisão do governo federal vai contra a recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que sugeriu que a volta do horário de verão seria benéfica para este ano. O comitê é formado por representantes do MME, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Agência Nacional do Petróleo (ANP), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
O horário de verão tem como objetivo a economia de energia elétrica durante o chamado “horário de pico”, quando as famílias costumam retornar para casa. Ao adiantar os relógios em algumas regiões, a população pode concluir suas atividades diárias ainda com luz solar, evitando o uso excessivo de equipamentos elétricos.
Essa prática ajuda a aliviar a demanda no Sistema Interligado Nacional (SIN), que controla a produção e transmissão de energia elétrica em todo o Brasil. Antes de ser extinto, o horário de verão estava em vigor em diversas regiões, incluindo o Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.




